sábado, 16 de janeiro de 2010

Novas Poesias




Beija-flor

Beija o meu amor, que beija o infinito,

o beija-flor como as estrelas,
beijam a vontade de voar,
invejo-os, porque amas
sempre, como a eternidade
das coisas irreais.


O que será?

O que será
a metade que me
cobre por inteiro?
Àquela metade
que me cospe
e me vomita?

A metade da vontade
de
dizer tudo,
a metade que despe
a minha
plenitude?
e mata
o suicídio de te ter.


Você II

Estou impregnado
de um
passado com suor
de presente.
Um amor
mordido
pela
a ilusão
sinto
ainda
o seu gosto amargo.

E acho que
por mais que goze,
nunca amarei
como não te
amei.
tudo começou
errado, fui infiel
e fiz da minha esperança
um abismo.
Sinto falta
de você,
mas não
tenho o direito
de incomodá-la,
por quê ?
se terminamos,
estou impregnado
de um passado com
suor do presente.

Meu Instinto

Meu instinto
É a minha sentença
Estou condenado
Senti-lo
Por toda a minha
infinidade.

Mas, por quê?
Sou o que não sou,
O inverso
Do verso
A metade do inteiro.
O meu instinto
é a minha vida?
É a poesia que
Não me alimenta
Apenas assassina
O meu tédio.
Instinto é vida!

Incompleto

Você que
me chama,
e tece
a chama
do insensato
Dentro de mim.
Você que cospe
Verdade,
Que meus
ouvidos ignora.
Por ora silencia com
Hálito maciço
E suave do prazer.

Você que não mora
Na minha agenda, embora
Esteja marcado
Como algo
Indestrutível
Na minha alma,

Incompleto possuído
Por um desejo incansável
De preencher
A lacuna de
Você dentro de
mim.
Por mais que
Sacie
O meu sexo,
Haverá infinitos
Orgasmos
A serem expostas.
Jaculo a decisão
E mato
A minha sede
Completa na plenitude
Da urgência do agora.


sobrevivência

salto,
observo
bem ai
rota e
embrulho a
vida de
incerteza
viver
se tornou raro
não estamos habituados
Caminhar em
Direção à
viA do amor.

Crise

Abra a porta
estou sufocado
com ausência
do desejo e da esperança

As luzes do porão do me u
ser estão jazidas, mas não enterro os meus
sonhos,
com eles que eu nutro
este poema de poesia.

Paz

Estou alcoolizado
pela palavra
que ainda não achei.

Procura-a no
invisível
dos olhos negros, pardos e
doces dos poetas, dos homens
das mulheres
uma palavra que seja congruente
aos ângulos da paz, uma geometria humana,
cuja a energia
se potencializa em cada um de nós.

Droga do prazer

Estou intoxicado pela droga do prazer,
uma busca no
abismo.
entorpecido o prazer
arranca as minhas
entranhas,
aproxima
o meu hálito de uma
compulsão masoquista.

tenho que me livrar
desse vício
que todos têm
e tampouco desejamos,
prazer,
uma incógnita
eclipse
do orgasmo do
mundo.

Sonhos I

Tenho
uma convicção
pura quase inata, os meus sonhos
são os meus filhos,
sem parto normal,
nascidos na estrela da aurora,
no sorriso da lua
na imensidão dos horizontes.

Os meus sonhos são o perfume da flor
recém nascida,
inacabada,
geminada pela
mão do amor
pela vida.

Mulata

Na sua cor esta o
desenho do meu desejo,
seu cheiro purifica o meu
instinto, enlouquecido
pelos seus olhos.

Quero-te minha linda
sereia!Navegar nos seus olhos,
abrigar conquistas
na praia deserta
do seu corpo
despido lindo!

Quero-te para sempre. Adoro-te
hoje e sempre.


O que são?

O que são?
As dores
Que não sinto.
Os amores
Que perdi
E não
Os vivi.

O que são?
Os desejos
De um povo,
Que matam
Deuses,
ressuscitam
prostitutas, gozam
do gozo
baboso
do outro.
Que saúdam assassinos
Que glorificam corruptos
E elegem
analfabetos letrados,
que enforcam
a liberdade de
inocentes
e libertam
presos ricos
O que são?
Estes povos, a voz de
Deus ou
Do diabo?


Sonho II

Eu sou de aço assim como os meus
sonhos.
Eu sou do tamanho
dos meus
sonhos
que são do tamanho do universo.
Os meus sonhos são de hoje
e de todos.

Mistério

O teu olhar
é um
enigma
O teu sorriso
mistério que
não
decifro.

Como
sentinela
você observa
e
indaga todos e tudo,
O
mistério começa
com olhar,

Olhar de curiosidade,
sem conceito,
virgem
de si.

Mistério começa e
termina com o olhar
dos
dicionários.

Algo

Algo me invade e
ensurdece
o meu escuro
como um grito feminino
estalado pelo soco covarde.


Algo me invade e me arde
de dentro para fora, como os Estados,
Municípios
sem nação.
Algo me invade e não demora sair.

Não -poesia

Armaram-se de
ternos e gravatas,
Onde estão os poetas?
Incumbidos de dizer
aquilo que não sentimos,
Onde estão os poetas?
Longínquo momento
de deleite da palavra,
A não-poesia instalou
nos ventres
dos poetas,
Onde estão os poetas?

Arte

Múltiplas cópias
de segundo marcam
o compasso da arte.

Arte ingrata que recebe
mais que fornece.

Arte maldita,
arte de graça!

Arte, não infinita,
não arte mas arte,

Arte que não reduz a si mesmo
é mesmo arte?

Fome

Tenho fome
da fome
do mundo.

Fome inconsumível
dentro
de uma migalha
de minuto.

Fome que
não rima com nada
fome que não sente fome.

Fome que consome
que não some.
Fome que mata o homem?

Será?

Preciso pular o muro que me
cega a utopia


Impreciso
penso não fazer parte da
ausência
de mim.

Cuspo injustiça,
urino
estrupos,vomito
mortes e assaltos,

Engasgo com os jornais.

Repenso,
Haverá sentido para tudo isso?


Sonho III

Sou feito desse
material,
denominado
sonho

A certeza da
minha
existência

A aposta
da minha vida,

Sou feito
desse material
chamado
sonho,
cuja
o símbolo
cristaliza
o meu dia.

Parto

Parto para perto
do porto
de pedra
da minha vida.

Se não pudesse partir,
o que faria?
Voaria como
vento
metarfoseando
numa brisa
criando raios, rasos
risonhos de sol!

Parto para dentro
de ausência de mim numa
crua procura de mim.

Medo(?)

Quem és?
Quero lamber as suas feridas
medo, quem és?
Não sinto pavor de te,
mas sim angústia de
sua ausência.
A lacuna do fundo
do
oceano.

Medo,
para quê?
se medo, temos todos?

Medo,
incógnita
Perdida no espaço
triangular
dos nossos atos.
Medo, sinto medo.
da ausência de te.

Greve

O poeta esta de greve
Não remunerada
Taxada
De adeptos
Sensibilizados
Com abstinência
Incomum.

O poeta não fala
Ontem bebeu
Um café lê um jornal.
Saiu.

Partiu sem se despedir da empregada,
A repartição do
Trabalho e da vida
clamam
poesia no entanto
o poeta esta de greve, não
remunerada disfarçada de
férias prolongadas.

Tempo

Embelecido por ontem a semana
Passada namorou-se com o ano retrasado.
Há uma hora atrás paralisou
A semana que ‘vêm’.

O amanhã não veio nem o
ontem nem o
hoje.

Amanhã, virão
Todos atrasados por terem se perdido
No tempo globalizado.

Sofrimento

Hematomas pulsam
a hipertensão da aurora.

A mulher cospe sangue.
O seu genital ainda torturado
declara ausência
diária, mensal, anual
de carinho.

Cinco de Novembro
as cinco horas do quinto dia do mês
na quinta esquina,
a mulher esta drogada e lúcida,
no entanto seus hematomas
sorriem para as estrelas
congeladas no gesso nulo
do seu sorriso lindo!

Quero III

Quero
lamber
a ferida
infinita
e invisível
da minha
alma.

Pairar no horizonte
sussurrar
ao
cego
como
é belo
a sua visão !



Alpinista

subjetivo
alcança
o
Everest
ainda
sem
oxigênio.
As angústias
não minaram
o seu
ser.

Peregrino
fiel,
segue
a sua
romaria.
Ininterrupto
no momento
mais
calmo
e intenso
de sua
morte.

(?)

Sou
Sou um
Herói sem reputação,
àquele que a
amada desejou
e odiou.

Sou um poeta
Que não sabe o que
amor,
que não tem respostas.

O que mais eu sinto
me denuncia
me
exila de mim
mesmo.

Me faz o inverso,
livre
e asfixiado pelo
excesso
de oxigênio.

Sou mil interpretações
E nenhuma
pergunta.

Saio do transe
Que a confissão me aprisiona
Sou um libertino
Na minha prisão.


Amor

Amor é silêncio
é busca no desencontro,
é quando eu
e você não sabemos
nada, e revertemos
os nossos
caminhos de mão e
abraços amigos.

Teu sexo

O teu
cheiro
me embebesse,
e me excita.

O teu sexo
molhado de
minha
saliva
lubrifica
os meus
dedos.

Apos um gozo
mútuo dormimos
amantes somos,
De um amor
que cospe
lava, que
suga suor
que extravasa
tensão e prazer,
somos feitos
explosivamente
do mesmo
veneno
Chupo o
teu sexo
beijo as
suas coxas
abro-te
e a penetro,
gozamos
como o sol
após
a explosão
do mundo.

Sonhos

Eles
são
feitos
de oxigênio.

Rirem como
nuvens
borbulham
como
estrelas,
gozam como
os deuses


São como
o sol
seu calor alimentam
uma vida.

para isto
que os sonhos são feitos
para fazer
a
vida respirar.

Cadê?

cadê você que
revira a
minha
vontade.

que extravia os
meus planos,
dissemina
rotas
minhas.


cadê você
que me vê
em todo lugar
e me acha sem
eu te querer?

mas você
é
como
o vento,
goza no meu rosto
e me cospe
sem gosto.

Você
que está em tudo, e
embora fuja de mim
eu a vejo em todo lugar.

Cadê você?
Que me angustia
Com ausência de nada.

Cadê você?
Que se perde
no encontro
que
Jamais
Tivemos?

Você que soletra o
meu nome, você inferno da
minha carne,
sexo doce e molhado,
tentação
tão sedenta de mim.
Você que
pariu a minha
loucura ,
você
gozo fervente,
gás tóxico de
puro delírio,
vulcão ascendente,
Você que rir
do meu ridículo.

Você que some assim,
Sem chagas,
sem nada.

Você que eu amo.

Cadê você ?

domingo, 3 de janeiro de 2010

Novas Crônicas

Os relacionamentos contemporâneos


Especialistas e os mais sensíveis estudiosos dizem em comum, que estamos no século de profundas e rápidas mudanças, contudo não há manual, é preciso errar, arriscar e aí que nós seres humanos estamos abertos a novos relacionamentos.

O mais impressionante é que homens e mulheres ainda se tratam sem saber nada destas novas mudanças.

Qualquer relacionamento hoje, seja ele de qualquer gênero, tem que se estruturar em novos valores, até a fidelidade feminina, não é a mesma, quem dirá então dos novos amantes?

Cedem a palavra aos poetas, eles que como mágicos tirariam da cartola-poesia, as respostas.

Surpreende-me que casais, ao invés de negociarem, brigam e machucam, e neste mundo beirando a um iminente holocausto, tudo é incerto, até mesmo a nossa sobrevivência.

A revolução homossexual já está disseminada. Agora é vez de outros novos movimentos, em prol da liberdade e da cidadania. Se a concorrência sexual está absurda assim como os desencontros amorosos, homens e mulheres devem entender que nós não somos mais os mesmos. O mundo é outro. Sexo, um bom físico e fantasia não são alicerces de uma relação estável, aliás, já não sabemos o que é estabilidade, a buscamos, mas será que a teremos?

É impossível hoje um relacionamento ser duradouro, com a estrutura de há vinte anos. É essencial, que façamos algo, para que não sejamos traídos na primeira esquina.


Os Reclamadores


Os reclamadores são de fáceis de serem reconhecidos, duro é mesmo, é conviver com eles. Na verdade, os reclamadores são uma versão ao cubo dos chatos.

Acreditamos que são apenas vítimas. Aliás, nunca são vítimas. Os reclamadores são competentes na hora de apontar o erro, o ridículo, o defeito do outro, contudo são incapazes de apresentar a verruga dos seus narizes.

Não estou aqui, a dizer que reclamar é quase um absurdo, digo, na minha simples observação que reclamar por si só, representa um zero a esquerda. É claro, que o calçamento da rua, a luz do poste, há duas semanas queimada e o mato do lote baldio, são reclamações muito necessárias. Na realidade são direitos de quaisquer cidadãos.

O absurdo é quando os reclamadores fazem da gota d'água, uma tromba d'água, do buraco um abismo ou pior é quando a qualquer custo querem jogar à nossa goela abaixo, um monte de desculpas esfarrapadas, como se todo mundo fosse responsável pelos problemas. E aí, sim deveriam enviar vários abaixo-assinados ao responsável, mais próximo, pra que expulsassem estes parasitas sociais.


Novo ano


Mas um ano novo. Fico a pensar as poucas lembranças do passado, e me recordo de quase nada.

Embora estejamos aclopados numa tecnologia jamais vista e imaginada, somos desmemoriados, estamos com a memória descartável.

É incrível que apesar de quase sermos de outro planeta e de aumentarmos o nosso curto Q.I. Juntamente com a expectativa de vida, não estamos preparados para vivermos tanto.

No século passado e o retrasado a expectativa de vida era abaixo da metade de hoje. Contudo, estamos esticando o tempo de estada aqui, mas não digo o mesmo da qualidade de vida.

Neste ano novo, quero que seja mesmo novo! Sem que morram mais ou quase 200 pessoas nas estradas de acidentes anualmente, e que a violência não mate mais do que quase extinta guerra do Iraque. Se não for pedir muito, quero 365 dias de Paz!

O mais Bárbaro de tudo é que ainda me lembro algo deste ano, uma imagem inesquecível: - Um casal de velhinhos atravessando a rua, ao meu lado. Fico intacto e surpreso, como ambos se tratam. E na retrospectiva 2008, não há dúvida de que está imagem substituíra mais de um bilhão de palavras!



Grande heroína

Estamos sempre falando mal da rotina, mas ela estar continuamente a perturbar e organizar o nosso dia-dia.

Reflito e me vem um pensamento de autor desconhecido: - “ O ser humano é único animal que recusa a ser o que é .” A mesma coisa acontece com a rotina, não a aceitamos, por incrível que pareça, não conseguimos ser amigos da monotonia.

Se caos gera insegurança, a rotina beija a estabilidade, porque estamos fazendo todos os dias a mesma coisa.

“Devemos ressaltar que a rotina não é um escudo inibidor da busca pela excelência, pelo contrário a rotina é o antídoto humano contra a loucura. Sem ela, estaríamos extintos, pois ela oferece tudo que mais buscamos : - Estabilidade.”



Porém se não há como fugir dela, como a rotina salva os seres humanos da extinção? A rotina é uma grande heroína, já nos salvou e continua nos salvando da destruição. Sabe por que ? Porque não fomos adestrados para a oscilação da desordem. No fundo buscamos estabilidade desde que nascemos até o último minuto da nossa vida, procuramos no nosso âmago : - O amor, que em outras palavras representa estabilidade, mesmo que seja teoricamente.

A rotina é uma grande defensora. Imagina se de repente, tudo o estava composto, ou seja definido, muda ! e o amanhã não se sabe o que irá acontecer nem dá para planejar, não se tem certeza alguma de nada ! É o caos diriam todos.

Embora a única coisa constante e imutável seja a mudança,ela é uma segurança, logo nada muda do nada. A rotina devagar tece a teia de cada nova mudança.

O horrível é saber que depois de mais de dez anos trabalhando na mesma função, na mesma empresa, você recebe a inimaginável notícia : Será removido pra outra filial, em outra cidade, em outro horário, com outro gerente, mudança esta de cunho radical. Aí , não há ninguém no mundo que não sinta falta da rotina: a mãe da estabilidade!

Vida ou morte?

Há situações que a própria vida dá risos de escárnio. E lá na sala de emergência, um pai do lado e fora, pois apesar de ter dois metros de altura e cem quilos de músculos, não suporta ver sangue, espera ansioso por um deslace.
A recém mãe está em trabalho de parto. É difícil ver que quando uma mulher engravida, ela tem duas situações, primeira: - a de ter o corpo deformado, exceto os ricos e famosos e segundo a de quase assinar a certidão de óbito. Na verdade as duas situações são inseparáveis.
É imperdoável o que uma gravidez faz com uma mulher. Não há imunidade. Porém, o mais arriscado é que para conceder a vida, a mulher tem que quase morrer!
Como disse “Platão, filósofo grego discípulo de Sócrates:- O universo é a harmonia dos contrários.” E como na vida, nada se ganha sem se perder outro algo, a mulher gera a vida, no entanto chega um momento que ela mesma está impossibilitava até mesmo de pensar em ser mãe!
Entretanto ser mãe é só para as mulheres, os homens desfrutam de quase uma infinidade de chance de ser pai. A responsabilidade do homem é menor e a dor nula.
O rapaz espera ainda muito ansioso. São duas horas da madrugada, logo no corredor houve-se um grito... E logo depois uma sentença, dirigida a nova mãe ;- A próxima gravidez é o seu óbito ! A criança nasce super saudável!


 

O Brasil tem jeito? 

Alguns ironizariam o título imediatamente, afirmando que o Brasil não tem jeito, é o jeitinho brasileiro, marca registrada há mais de quinhentos anos. Na verdade,quem é que se orgulha de ser brasileiro? Alguns poucos, é a pura e sincera verdade. Porém temos que ter coragem o suficiente para assumir que o Brasil não é um país de primeiro mundo, mas possui um povo que trabalha e luta por um mundo melhor, que embora morem em casas simples, são pessoas do bem e querem paz.

Não sou patriota, sou realista. A minha nacionalidade é brasileira, os meus pais são brasileiros, e seria muito cinismo eu não assumir os defeitos que o Brasil tem como todos outros países têm. Não é só na Copa Mundial de Futebol de campo que devemos beijar e nos orgulhar do Brasil, somente pessoas sem nenhum amor a sua origem poderiam assumir esta postura.

A minha indignação é que muitos apostam e acreditam em tudo, exceto no próprio Brasil. Que me desculpem os incrédulos, mas vocês não merecem ser brasileiros! É claro que o Brasil tem jeito, aliás, em tempos de mudanças bruscas tanto econômicas, sociais quanto climáticas, o Brasil poderá sair na frente, como país Brasil de ser.

O Brasil é nosso! Como disse Getúlio Vargas em relação ao petróleo, o Brasil é nosso!!! E por pior que sejam a maioria dos políticos, das inúmeras corrupções, de CPIs que acabam em pizza, o Brasil é nosso!


Brasil país Tropicãos



O Brasil é país de todos os santos, aliás, é o abrigo de todos: Santos, demônios e santinhos do pau-oco. Por isso no Brasil tudo se pode, muitos pouco ou nada têm, poucos têm tudo. A abundância no Brasil é o absurdo nas mãos de meia dúzia.
Acreditamos que a pena de morte dará um jeito na bandidagem cada dia mais abusada, mais ousada, mais organizada. Pena que nem a pena de morte dará jeito. Já houve pena de morte, mas na sua última atuação, descobriram após o ato, que o morto julgado e condenado, era senão, inocente, o que fez abolir a pena de morte no Brasil.

“O Brasil terra da fantasia, um carnaval 365 dias por ano. Mesmo assim somos brasileiros, não mexam conosco, porque o máximo que ouvirão é: - Ele (a) estava brincando. E assim, roubam a Amazônia, quebram as nossas empresas no exterior, falam que somos o país dos foragidos mais procurados do mundo, no entanto: - “Brasil de amor eterno seja símbolo/Lábaro que ostentas estrelado e diga o verde-louro desta flâmula...”


O Brasil tem tantas leis que se fossemos enumerá-las, daria um livro, mas um livro de leis que não são cumpridas porque no Brasil, ladrão de galinha é preso e ladrão de milhões de dinheiro do nosso bolso, é solto!
O Brasil não é país e sim, caso e piada! Temos uma calmaria tectônica, o que faz do Brasil inseto de terremotos, vulcões e outros fenômenos, contudo temos a podridão da política, a guerra urbana, a falta de uma real democracia.
Mas é melhor acreditarmos que a pena de morte resolverá os nossos inúmeros problemas, porque se ainda acreditamos em Saci, Mula-sem-cabeça e outras lendas, podemos e devemos acreditar em país diferente.
O Brasil terra da fantasia, um carnaval 365 dias por ano. Mesmo assim somos brasileiros, não mexam conosco, porque o máximo que ouvirão é: - Ele (a) estava brincando. E assim, roubam a Amazônia, quebram as nossas empresas no exterior, falam que somos o país dos foragidos mais procurados do mundo, no entanto: - “Brasil de amor eterno seja símbolo/Lábaro que ostentas estrelado e diga o verde-louro desta flâmula...
Mas, se ergues da justiça a clava forte/verás que um filho teu não foge à luta, nem teme quem te adora, a própria morte.” É o nosso lindo hino nacional, assim como o Grito do Ipiranga é todo conjunto que denuncia o Brasil como a terra da esperança, da mudança. Ainda somos de terceiro mundo, mais carinhosamente país emergente, será que haverá um abalo e assim como os que estão por último se tornarão os primeiros, acontecerá como o Brasil? Agora basta saber em qual primeiro lugar estaremos.


A revolução feminina


Depois do anticoncepcional, as mulheres gritaram o Grito do Ipiranga, e disseram para o mundo todo ouvir: - Revolução feminina!!!!!!!!!!!!!
Século XXI, elas são a maioria em tudo, até nos botecos elas querem nos ganhar. No levantamento de Chopes, há dois pares a mais de braços femininos. Acontece, que nós homens não estamos acostumados sermos dominados, assim desta maneira. Na verdade, as mulheres até merecem terem o século XXI, todinho para elas, nós homens tivemos os séculos anteriores. É óbvio que não se trata de uma competição. As mulheres lutaram até a última gota de suor, para estarem onde, mais do que merecidamente, estão hoje. Parabéns a todas as mulheres, mas cuidado não bebam mais do que nós, porque porre masculino é só nosso, mesmo que queiram discutir conosco, nesta categoria somos imbatíveis!!!


“Não podemos esquecer que nós somos todos seres humanos, e brincadeira a parte, como disse um intelectual brasileiro: - Não se separa homens por raças, credos e etnias, nós somos da raça humana. Não temam as novas mulheres, pois assim como muitos de nós, elas merecem estarem onde estão.”



A segunda revolução feminina já esta em pleno curso, basta agora nós homens deixarmos a arrogância e o machismos de lado. As mulheres são profissionais, são ótimas degustadoras de bebidas destiladas, e alem disso são ótimas gerentes de casa e quando são mães solteiras, dão até sapateado, porque a coisa aperta, porém as mulheres, rebolam, rebolam e o cinto cai!!
Não podemos esquecer que nós somos todos seres humanos, e brincadeira a parte, como disse um intelectual brasileiro: - Não se separa homens por raças, credos e etnias, nós somos da raça humana. Não temam as novas mulheres, pois assim como muitos de nós, elas merecem estarem onde estão.

Como somos maus...


Estamos dentro de um ônibus. Tivemos um dia e tanto. Com sacolas nas duas mãos, pesando ambas mais de três quilos.

Adentramos. O mais terrível de tudo é passar na roleta. Embora, o mais difícil, foi andar durante muito tempo, com elas, sob uma chuva teimosa que resistia em não parar, já havia sido superado.

Finalmente estamos dentro do ônibus, um pouco cheio, e claro estamos indo em pé, com as sacolas nas mãos.

Quando uma multidão de passageiros, de súbito, veio para frente do ônibus, parecia que todos estavam de pé e o motorista freou repentinamente. Embora não fosse isso, algo a um metro e meio, referenciava a isso. Um carro bateu no outro da frente.

“Esses abutres, assim que acontece algo de ruim, vão como tubarão faminto abocanhar a presa. E rapidamente como verdadeiras fofoqueiros vão vomitar, ou melhor, espalhar para deus e o povo, o que aconteceu .”

Observo sem me mover um milímetro sequer. Detesto esse tipo de curiosidade, na qual tem em geral o pano de fundo, a desgraça do outro. Outro que se for o vizinho, sogra ou cunhado será muito bom!

Esses abutres, assim que acontece algo de ruim, vão como tubarão faminto abocanhar a presa. E rapidamente como verdadeiras fofoqueiros vão vomitar, ou melhor, espalhar para deus e o povo, o que aconteceu.

Estas pessoas deveriam servir de porta-vozes do deserto do Saara, pois lá não teriam nada para espalhar, a não ser um monte de areia, no sol escaldante.

O pior é que estas pessoas são como alguns paparazzos e revistas, televisão e jornais, ficam a espera de uma desgraça e logo que acontece uma, vão multiplicá-la, muitas das vezes com equívocos que mancharão a integridade, física e moral dessas vítimas.

Nos brasileiros temos na raiz, a habilidade de verdadeiros algozes, desejamos inconscientemente que um vizinho (a), sogro (a), cunhado (a) ou até um (a) fulano (a) qualquer, que não simpatizamos, ocorra algo de ruim. E nesta irresistível vontade nacional, mergulhamos de cabeça para sabermos se entre feridos e mortos, estão lá, os nossos mais íntimos queridinhos!!!
O que somos





Estamos mais próximos de dizer " o que fomos" ao invés de relatar "o que somos". Aliás, com essa "coisificação coletiva", diriam os filósofos, já não se fabricam mais seres humanos.
Somos made in da globalização, somos de marte, Saturno ou até mesmo da lua. Não somos é mesmo seres humanos!
Alguns zombariam de mim ao lerem esta crônica, mas é a pura verdade. Hoje os bebes já nascem com e-mail,só faltam instalarem telepatia global. Amor agora é via internet,por favor estejam online!!!!
Estamos longe de sermos seres humanos lembram-se dos primatas, descrritos nos livros de história? Aqueles que habitavam cavernas e eram como macacos?sim, diriam alguns poucos. Bom o Homo Sapiens evolui? Somos menos cabeludos mais limpos, pelo menos na parte externa.
Ainda somos seres humanos, contudo até quando?Charles Chaplin, um das maiores personalidades do século passado,criador e divulgador do cinema mudo, disse : - "Não pensamos em demasia, não somos máquinas, somos seres humanos."
Não somos normais, somos anormais, não somos terrestres, somos extraterrestres, ainda que se achem marcianos. No entanto como disse o Gandhi e Buda em comum : - "O que somos é conseqüência do que pensamos "Mas, ainda será que pensamos?Ou somos repetidores de informação?

Justiça, para quê?


"A injustiça é o retrato da impunidade, mas também da desproporcionalidade: Um engravatado rouba um milhão, e é solto, um simples cidadão rouba um pote de margarina é preso."

No país, deus do futebol e rei da impunidade, somos primeiros em índices de desenvolvimento, mas desenvolvimento do tráfico de drogas, nas quase 200 (duzentas) pessoas mortas todos os dias, nas injustiças sociais. Somos super desenvolvidos aponto de tratar bandidas como celebridades.

Buscar justiça no Brasil é pior do que achar água no deserto do Saara. Aqui o normal é desigualdade e injustiça social.

Mas, ainda que estejamos no Brasil, a justiça de vê ser almejada, porque se cruzarmos os braços e fecharmos os olhos, e ai sim a coisa vira barbárie.

É preciso termos a consciência que o Brasil não é um país sem-lei, é o contrário, esta tão asfixiado de leis, porém o que acontece é que não a aplicamos. Isto mata!

A injustiça é o retrato da impunidade, mas também da desproporcionalidade: Um engravatado rouba um milhão, e é solto, um simples cidadão rouba um pote de margarina é preso.

O que assalta a esperança no Brasil é vermos a Amazônia, a maior floresta tropical do mundo, fonte de inúmeros remédios, desaparecer. Não somos bobos, não somos tolos e nem estúpidos, por sermos um país do “mais ou menos” somos gente que luta todos os dias pela o pão na mesa e pão na alma.

A justiça, assim como qualquer valor deve ser buscado, e se caso tivermos que ir para as ruas, iremos não podemos admitir que enterrem a esperança de país melhor e, por conseguinte um mundo melhor.







Redação em destaque

Tema: Por que trabalho é sinônimo de sofrimento?


Os escravos de si


“Trabalhar” nasceu do latim Tripaliare(Torturar) que pro sua vez deriva da palavra Tripalium, nome de um instrumento de tortura composto de três paus.

Nascido para exprimir uma idéia de sofrimento, com os anos, esse verbo teve seu sentido alterado pelos seus falantes de nossa língua ( já significou esforça-se, lutar, pugnar e por fim o “trabalhar” que conhecemos hoje ) mas não perdeu o vínculo com seu significado original : O do sofrimento !


Aliás há entre muitas pessoas, inclusive jovens, a expressão “ralar” no lugar de trabalhar. Esta expressão remete o sofrimento carnal, assim como o do Cristo, na subida do Calvário.
"O terrível é que culturalmente estamos submetidos a achar que trabalhar é uma das piores coisas do mundo."
O vocábulo trabalho quase sempre está associado a dor e sofrimento : Trabalho de parto, trabalho de turno, trabalho social, entre outras situações.A questão é que devemos nos reeducar para visualizamos que não estamos sentenciados a trabalhar.

Por mais difícil que seja o seu trabalho, não estamos amarrados a fios elétricos numa tortura desumana.
E antes que o leitor (a) classifique este texto como sendo de auto-ajuda, no sentido mais negativo, eu o indago a refletir se você trata o verbo trabalhar como sofrimento obrigatório.
Apesar de ser um meio de sobrevivência, o trabalho como disse , Getúlio vargas : “ O trabalho dignifica o homem.” Não só dignifica porque dá-lhe condições de pagar as suas despesas, contas entre outros gastos, mas principalmente porque dá-lhe valores essenciais ao bem comum e individual. Valores estes que farão de cada jovem que adentra o mercado de trabalho, um homem, uma mulher.
Não adianta, nós passamos mais de um terço da nossa vida trabalhando, e é com ele que realizarmos os nossos sonhos e fazemos planos e construímos amigos para vida toda.
O trabalho não é um casamento, cujo o tédio começa no café da manhã e termina as 0:00 hs, uma esposa (o) careca, banguela (o) com barriga e com mau hálito.

Enquanto não mudarmos o sentido do verbo trabalhar, seremos eternos escravos, não do nosso chefe, mas de nós mesmos!


Tema:Violência dos seres humanos contra seres humanos!

Como nós somos tão incompetentes...?!?


Várias crianças apanham diariamente, como se o espacamento
fosse um sinal de educação. Quando nós agredimos alguém é porque somos
educadores incompetentes. Se batermos numa criança ou em um ser humano mais
frágil que nós, é devido a nossa incapacidade de demonstrar argumentos válidos
para uma comunicação digna entre humanos.

"O corpo é matéria mais
inviolável que existe, pelo menos deveria. No entanto não é. "


O estranho é que muitos de nós aplaudimos o "coro' como uma
ferramenta de educação, contudo é um mostro da repressão.
O exemplo é a essência da educação. Infelizmente só nos
alertamos quando crianças são mortas ou espancadas e
estrupadas covardemente.
Bater em alguém seja quem for é um absurdo quando se faz por
indução, por covardia. Não podemos consentir que os nossos filhos cresçam com a
idéia de que seu corpo é violável. Nem, que para isso devamos rever todas as
mortes, estrupos, espancamentos feitos a idosos `a criança, de mendigo à
empregadas domésticas, nos últimos meses e semanas, para que sirva de reflexão
dos nossos maus hábitos.


Tema: Por que não somos treinados para superar os nossos fracassos?

Perdas e ganhos



O sucesso não é contrário do fracasso, aliás, o fracasso é um para muitos um tipo de vitória: “Perder e não se render é uma vitória” ( Anônimo)
A grande questão é que em toda a nossa vida somos educados, treinados e influenciados pra vencer, e quando perdemos logo desabamos, visto que não somos perdedores.
Esquecemos, no entanto que o sucesso é aquilo que queremos que: “–Vencedor não é só aquele que chegou em primeiro lugar, mas sim sobretudo àquele que sabe que deu o melhor de si.”( Anônimo). Não sabemos lidar com nenhum tipo de perda, o paradoxal é que somos educados a vida inteira para sermos imortais, e ai morre um ente querido, um amigo de infância... Nós deveríamos ter uma compreensão mais serena das nossas perdas.
"Em cada perda, há um ganho, em cada ganho há uma perda.Jamais esquecemos que por mais difícil que seja algo : “ A persistência é caminho para o sucesso.” ( Charles Chaplin )Persista e vença, perca e levante!"
Esclareço que em relação a morte é claro que luto e a dor são sintomas que devem existir. Mas repito, na maioria das vezes é uma amputação que ocorre.
Deveríamos ser instruídos para sabermos que a morte não é o contrário da vida. A pessoa morre, porém as suas ações não. Lembranças serão guardadas, projetos continuados, sonhos realizados.
Assim é o sucesso. Um exemplo de que o fracasso não é o contrário do sucesso, é o caso de SOICHIRO HONDA, fundador da Honda, teve a sua fábrica de motos incendiada por duas vezes, o seu projeto inicial de motocicleta foi repudiado por vários comerciantes e empresários japoneses. O Thomas Edison, o grande inventor que criou a lâmpada elétrica, entre outros inventos, teve inúmeros fracassos, o Santos Dummod tentou incansavelmente voar e voou, no 14 bis.
Portanto o fracasso é só uma percepção, quando eu caio eu não deixo de ser o que sou, é óbvio que posso me ferir, contudo continuo sendo eu mesmo. As perdas e ganhos são coisas diferentes, jamais contrárias.
Em cada perda, há um ganho, em cada ganho há uma perda.Jamais esquecemos que por mais difícil que seja algo : “ A persistência é caminho para o sucesso.” ( Charles Chaplin )
Persista e vença, perca e levante !

Tema : Por que é tão difícil vencer na vida?

O Inadmissível sofrimento


Eu me recuso a aceitar que é sofrimento ter que lutar pelos nossas metas e sonhos.

Se você quer crescer, não lamente às pedras e os espinhos do caminho. É inacreditável que muitos de nós, reclame excessivamente, dizendo :" A vida é muito difícil" " Vencer é impossível" " Não Quero que os meus filhos sofram como eu sofri " Estas expressões parecem ser descritas do calvário e não da vida.
Em primeiro lugar, vamos discernir algo essencial, que julgo ser crucial ao tema. Existem dois tipos de sofrimentos na vida: Os reais e os imaginários. Os primeiros são sinônimos de inevitáveis: a morte de algum parente ou amigo... A perda de um emprego.. O segundo é culturalizado. Os sofrimentos reais são humanos e o pesar é mais que compreensivo. Os sofrimentos imaginários são ditados pela a sociedade, que cultiva na sua raiz esse tipo de tortura. Tortura esta que às vezes nos bloqueia a sermos bem-sucedidos na vida.

“Somos livres e se escolhemos sermos bem-sucedidos devemos aceitar e valorizar tanto os obstáculos quanto os riscos de não atingirmos os nossos os objetivos."

Não admito, em hipótese alguma, que alguém que queira crescer na vida, chame de de sofrimento os obstáculos que fazem parte da trajetória da vida. A grande questão é que por termos está atitude, muitos de nós se sentemos condenados a trabalhar como se cumprissem uma pena carcerária.

Somos livres e se escolhemos sermos bem-sucedidos devemos aceitar e valorizar tanto os obstáculos quanto os riscos de não atingirmos os nossos os objetivos. Mas, repito prefira um trilhão de vezes lutar e errar e consertar a rota quando for necessário do que se juntar aos verdadeiros fracassados, àqueles que por medo ou preguiça ganharam medalha de ouro em derrotas.

Tema: Você é ético?

“Sem a conduta moral. Não haverá saída para os homens." ( Albert Einstein )


Ética: a morada do ser ?


Nunca se discutiu tanto ética quanto no século passado e no século atual.
Na verdade, ética que vêm do grego, foi amplamente dialogada. O interessante é que os grandes filósofos, na antiga Grécia, não imaginavam que a ética seria tão bem falada e tão mal explicada e aplicada.
"O ser humano não é um mero cumpridor de normas. Aliás estamos muitíssimo além disso. Somos seres humanos."

Hoje é comum ouvirmos, se não falarmos que tão conduta de tal fulano é antiético, ou seja, aético. Mas o que é ser ético? Ser ético, responderia Platão, Aristóteles, Sócrates, Pitágoras em uma unânime resposta:- “É ser, ser humano." Pois um dos sinônimos de ética é a "morada do ser".

O ser humano não é um mero cumpridor de normas. Aliás estamos muitíssimo além disso. Somos seres humanos. A ética abraça a moral, a política, o direito. Cabe a cada um de nós decidirmos o que é ético. Sem, contudo ultrapassar os limites individuais, em benefício próprio. Se tem algo que é repugnante, atualmente é levar ética além da vida.
Ética é uma palavra. Ser ético é uma ação. Ação que está em conjectura com os valores humanos e com a vida. O bem mais valioso da Terra!


Tema: a utopia morreu?

(?)

Acreditava-se até meados do século passado, na utopia. A diminuição quase global da fome, injustiça e da desigualdade social.

"A utopia não morreu, ela está viva. Só que de ropagem e ideais novos. O século XXI é o século que precisa de seres humanos, como : Gadhi, Mather Luther King, Abraham Lincoln, Josué de Castro, entre tantos. Homens que não eram mágicos não eram invisíveis, não eram imortais, mas acreditavam em mundo sem a miséria, sem a injustiça e desigualdade social."

Hoje a utopia não é mais a mesma, pede-se novos ideais. Mesmo, que seja ao encontro da anterior. Não podemos acabar com a fome, miséria, injustiça do mundo. Mas podemos e devemos acabar com as nossas misérias, diminuindo ao máximo o desperdício, seja qual for. Também podemos acabar, igualmente com as nossas injustiças, sendo justos conosco e com os nossos familiares e com o próximo.

A utopia não morreu, ela está viva. Só que de ropagem e ideais novos. O século XXI é o século que precisa de seres humanos, como : Gadhi, Mather Luther King, Abraham Lincoln, Josué de Castro, entre tantos. Homens que não eram mágicos, mas acreditavam em mundo sem a miséria, injustiça e desigualdade social. Todos eles aspiraram com o corpo e alma, por uma sociedade mais justa. Alguns até pagaram com a sua vida! Contudo, eles ressoaram como a própria utopia, que nos mostra aonde irmos, embora jamais a alcancemos. A utopia é uma maneira ver e agir, para que sejamos mais humanos, neste mundo, que ameaça a desabar, a cada minuto.


Tema: Aquecimento global!


Pequenas gotas diárias


O aquecimento global antes assunto de irrisória desqualificação, hoje indispensável se falar sobre o futuro da humanidade.
Pergunta-se o que podemos fazer cada um de nós para contermos o irreversível fenômeno global. Nós como pequenas gotas diárias no oceano da civilização moderna? Podemos, dizem os especialistas, desde a reutilização da água, que será mais escassa nas próximas décadas, como apoiar empresas que respeitam o meio ambiente e o ser humano, entre outras atitudes pequenas que contribuem muito para toada a sociedade.
A nossa cumplicidade no aquecimento global já esta cientificamente comprovada.E se de fato somos co-criadores desde grande-fenômeno global, podemos e devemos fazer o possível e o impossível para diminuí-lo desde já!!!


Tema: A desconfiança é a causa da maioria dos desentendimentos ?

O diálogo: - ferramenta múltipla

Confiar em uma pessoa não e seguro de fidelidade, seja qual for o relacionamento.E saber que outro e também um ser humano, mesmo que venha a ser infiel.
Muitos desentendimentos têm a estirpe na ausência de diálogo e não na específica desconfiança.
O diálogo ainda é o melhor antídoto.A desconfiança existe em caso particular, embora muitos a negue o que faz crescê-la ainda mais.Sejamos honestos com nós mesmos, o diálogo é a melhor forma de desculpar-se.

Tema: Sexo e adolescência - uma fase de diálogos

O diálogo como instrumento consciente de formação!


A sexualidade passou, nas últimas décadas por profundas mudanças, no entanto não houve diálogos suficientes.
Dialogar sexualidade, exige dos pais, professores e educadores em geral uma visão peculiar sobre os adolescentes, pois eles têm neste século,um acesso inimaginável sobre a sexualidade.Embora eles se sentem decepcionados, não conseguem serem seguros quanto ao agir e como agir, na hora de uma iminente relação sexual.
Dialogar com os jovens é indispensável, para formá-los adultos felizes e saudáveis, sem contudo submetê-los a uma preliminar metodologia.Dialogar é acima de tudo trocar experiências.


Tema : Trabalho Infantil

O Brasil desconhecido

Deixemos a hipocrisia de lado, trabalho infantil é um ato mais que arcaico e, no entanto, ainda é cometida nos dias de hoje.
Um absurdo que agrega não somente um esquartejamento na infância de cada nova vítima, como o próprio país naufraga defronte a ineficiente de uma solução definitiva.
A infância é um direito constitucional,porém reconheçamos que o mercado clandestino infantil é um por um lado , mantido seja nas zonas rurais na sua maioria e nas metrópoles na sua minoria, sendo em alguns casos superando as fronteiras nacionais, como as exportações de crianças que abastecem tanto o trabalho quanto a prostituição.
Apesar disto creiamos que o "osso" que alimenta o trabalho infantil é uma questão pública,convenhamos em aceitá-la como um problema nosso, assim como disse a escritora Marina Colasanti, em um crônica sua: " Não existe meninos de rua e sim meninos na rua." Admitamos de um vez por todas, que o trabalho infantil é tão real como inadmissível no século XXI.Não obstante aos avanços inimagináveis tecnológicos, alimenta em suas raízes problemas de caráter primitivo que muitos ignoram como, se não fossem seus.


Tema: Preconceito

O nosso Brasil

Ficamos contrariados quando somos ofendidos, discriminados. Não podemos admitir este tipo de atitude. Mas no Brasil, onde quase tudo é “quase tudo” o preconceito é até de certo modo nutritivo. Não há dúvida que estamos longe de sermos primeiro mundo. Os movimentos sociais sejam eles de quaisquer causas são motivos universais para nos tornar cada vez mais humanos, porque o mais primitivo, a origem de tudo é sermos cada vez mais próximos uns dos outros, e só podemos ser quando somos humanos.
O escritor Uruguaiano, Juan Gomez disse: - Não há país justo se ainda estiver um velho desabrigado, um mendigo, um uma criança na rua, porque alguém os roubou, para acabarem assim. E a discriminação, violência e injustiça sempre irão coexistir por causa de que somos tão bons quanto somos maus.
Não importa até quando vai existir preconceito, não estamos no país das maravilhas, há mias de 45 mil de indigentes e um tanto de analfabetos e um elite em estado de riqueza, é só a ponta do iceberg.
Devemos lutar se preciso até a morte, para termos um país melhor, e lembre: - Não somos de primeiro mundo, mas somos brasileiros, não somos colônia de ninguém, temos condições de sermos um país melhor, se fomos melhores, mas principalmente se fomos brasileiros!

Dissertação Tema: Ciclo da reciclagem


Tudo se transforma


Já disse um importante químico que na natureza nada se perde tudo se transforma. Assim é com os bens de consumo, a reciclagem não é um princípio, mas uma ação. E estamos inapelavelmente sentenciados a reciclar. Porque os recursos disponíveis não são eternos, não só para poupar o meio ambiente, porém para salvar a humanidade.
E há 2500 anos um dos maiores filósofos disse que a humanidade já havia atingido meios tecnológicos, faltava evoluir espiritualmente, o que se vê hoje é criamos tanta tecnologia, mas não preparamos um descarte final para estes produtos.
É preciso que haja incentivo, parcerias, que seja do governo municipal, estadual e federal para formar uma unidade em prol da reciclagem, que por fim ajudará todos nós. A reciclagem é uma característica do nosso século. E é também uma necessidade. Uma alternativa de nos salvar, pois a cada golpe no meio ambiente é um pouco da nossa vida que vai para o ralo.
A geração atual de vê ser educada e reeducada para que haja espaço e esperança a gerações futuras. E como disse Lavoisier:- Na natureza nada se perde tudo se transforma. Este é lema da reciclagem.

Antologia poética

Dedicatória

No espelho
de minha
educação
há uma pai-poeta.
Ao qual,
o que sou
devo-o humildemente.

No entanto
admiro-o
como um herói
e lutaria e daria a
minha vida por ele
em
qualquer guerra.
Jamais esqueço
dos seus conselhos
de sua maneira quase patriota
De defender-nos,
Um abraço apenas
a um pai
que potencializou
Todas as suas forças
na minha mira.

A este pai agradeço
e peço
que eu seja
ao menos um terço
do que fora
Para mim.

Escrita especialmente ao meu pai.


Íntimo

Alguns momentos
são tão meus,
que não lhes dou
a ninguém,
São momentos,
de nunca
para sempre.

Silêncio

É no silêncio que me formo
Personalizo-me.
Com a faísca
da solidão.

Procuro junto ao silêncio,
pores-do-sol
no inverno silencioso,
denso e sensível.

Ao pôr-do-sol

As tardes rosadas assustam-me
numa soleira do tempo,
O pôr-do-sol é mágico.
Parto à deriva, sem rumo.
Jamais vi tardes tão lindas
quanto as do inverno,
o frio umedecido,
descreve que tudo é belo.
O pôr-do-sol é leve
e denso de emoção
forte de completude!
O pôr-do-sol é a minha
Inspiração contínua.

Escada

Subo a escada
Do
Medo.
Ofegante, paro e percebo.
O suor sair de meu ventre,

Subo
E
Desço
Todos os dias e
Esqueço-me sempre
Da paisagem.

Ciúme

De que você
é feito?
De medo ou
Ou
De
Vida?

Forma e conteúdo

Quero escrever uma poesia
Que seja de
Conteúdo simples.
Quero escrever uma poesia
Que ultrapassa
Os limites
Da forma.

Quero escrever,
Uma poesia
Que flutua como
estrelas,
sem mas de infinita
expressividade!

Sonhar

Sonhar é outra
forma
de amar

Quem sonha
Tem um caso de
Amor com
a vida.

Adolescente

Existe uma constelação de
Mil planetas
Dentro de cada adolescente.

Inexiste a pureza
Da beleza,
Inexiste
o nada.

Os Lábios

Os meus braços
procuram-te, lábios entrelaçados
Inundam o desejo da desventura.
Enquanto os nossos lábios
mergulham-se,
o silêncio torna-se breve.
Os nossos lábios se acham,
a poesia reinicia
todos os lábios neste instante
se encobre e se doam.

Ao luar

Na minha mão
há pássaros
há esperanças,
há paz
há seres humanos,
há também um poema
recém-nascido, terno
quase irradiante
há luas, sois
há dias melhores
utopias e quimeras,
crianças brincando;
Há uma lua
cheia e sorridente,
como uma criança
que guarda em si
uma pureza branca
de pequenina lua.

Recíproco

Me sinto uma lágrima tua
não tardo neste momento
das minhas serem suas.
E nesta face macia
lágrimas embevecidas
por ti,
morrem nas tuas mãos:
A lágrima nos purifica
um poema da vida
torna uma outra lágrima
no oceano da vida.
Se chorarmos cria um mar
um oceano, um mundo
e se sorrimos
crianças ambos:
- a beleza, o amor, tudo.

Uma Lágrima

Quanto vale uma lágrima,
salgada e cheia,
destas que inundam e
curam a alma,
uma gota, pequena e serena.

Quanto vale uma lágrima?
Uma lágrima densa
que dança entre os contornos
da face bela e morena,
uma lágrima de cristo
que lave a minha impureza.

Quanto vale uma lágrima
ao qual o mar abriga?
quanto será que vale um
oceano imerso de lágrimas?


Não Verás o pôr-do-sol?

Acorda-te
não verá s crianças
Brincando,
Acorda-te
não amarás a última mulher.
Acorda-te
não viverás a última chama.
Acorda-te
não verás o segredo embutido na carne.
Acorda-te não darás o último sorriso.
Acorda-te:
- É preciso ver a impureza do mundo.

Um amor raro

Um amor raro
nasce e nunca morre,
denúncia a cada instante
a inexistência do tempo.
Um amor raro
nasce sem perguntas
sem pátria e razão
Um amor raro
receita a si mesmo, no infinito
procura no frio do outono
no cheiro de novas flores,
o olhar alforriado
abraços perdidos e um simples gesto
Um amor raro
renasce a cada momento
e nunca morre.

Para Ouro Preto

Não há nenhuma cidade
como Ouro Preto, tão bela!
a sua história inspira liberdade
e se encontra em cada
monumento dela!
Ah! No teu ventre beira a felicidade
de gritar-lhe no véu da aventura
como uma paixão madura
que me pulsa com veracidade!
A sua história vagueia o infinito
como um riso de uma criança
é tão forte quanto a esperança.
Ah! Ouro a tua herança:
- És tão pura como um grito
e tão bela como uma dança.


A minha mãe

A minha mãe é uma doce amiga
Vagueávamos juntos, de mãos dadas
ambos revíamos fotos tiradas
nada desfazia a nossa história antiga.
Renovava-se por horas passadas
ambos andávamos juntos
aos bosques com flores encontradas.
E de repente ambos,
Ríamos que éramos tão amigos
que a cor dos nossos olhos,
Desenrolavam-se em tons antigos,
Como as nossas fotografias
Tiradas a tanto tempo.

O Relógio e o Tempo

Andava com um lindo relógio
no pulso ficava, visivelmente
enquanto o tempo passava
ele se sentia o próprio cronológico.
Estava sempre com pressa. Rapidamente
Olhava o tempo no seu relógio
e andava mas apressadamente,
pensando que isto era lógico.
Coitado! O seu pobre relógio
um dia ... Cansado, parou
o seu dono tão descontente ficou.
Olhou o relógio que tanto amou
e diante do transitório
caiu ao chão triste.
O tempo era somente
um simples relógio
que parado parecia, lógico.
Aquele que achava-se cronológico
o medidor do tempo, invente
um outro relógio.
Mesmo assim tome cuidado!
que o tempo não se sente,
olhe para seu relógio novamente
ele trabalhava, agora esta parado
talvez... Cansou de ser simplesmente
um servo do tempo... Inalterado.

Assassinato

Corro
Amplio-me
Na multidão

A vida urbana tragada
A cada
Instante de
Inexistência de ar.

Seres humanos

Somos muitos
tão inigualáveis e frágeis
tão singulares e imprevisíveis,
somos seres humanos.
somos muitos
talvez hajam mais,
somos muitos,
Por isso, ainda, somos.
seres humanos.

A procura

Procuro a oportunidade
no intervalo
de café fresco
de padaria.
Procuro na incerteza
a decisão súbita
que muda
tudo.
Procuro no olhar
perdido
a profundeza
dos oceanos.
Procuro no gargalho
da palavra,
uma que seja,
para expressar
tudo que sinto.

Sob o Corpo

As minhas mãos
percorrem os rios
do teu corpo
Segue o curso
no suor
ao teu
umbigo
Ainda há cachoeiras
nos teus seios,
há mistérios no teu corpo
demais para
o anonimato das minhas mãos.

Para o Corpo

Hei de pegá-la
e traçar um limite
dos teus gestos e gemidos
traçarei sempre
com beijos ininterruptos
sob o teu corpo inteiro.
Na selva, na miragem,
na cobertura
do mistério.
Na calma mútua
sob a cama
um oceano de gozo.

Um Pequeno Passo

Um pequeno passo
faz um pássaro ser livre
e mãos trêmulas
paralisarem por iminente segurança.
Um passo verdadeiro
faz a vida
um instante novo.

A Um Novo Amor II

Antes que a chama se apague
gritarei alto e teu nome
para os pássaros se encantarem.
Gritarei de frente aos horizontes
tudo que sinto, por você
Mas isto é pouco
pois, tenho agora, meu amor
todo o sentimento de uma vida
e não vou desperdiça-lo.
Por isso abro os braços,
dou-lhe o que tenho:
- Um coração cheio
de esperança, transmudado
em rosas.

Misto

Quero um amor
a cada momento
um amor sem fim
vou dedicá-lo pactuado com o tempo
no infinito.
Mas o que sentirei depois,
será bom
como um abraço.

Casa-Corpo

Não possuo corpo,
a minha casa é a
fagulha do tempo
Adquiro novos hábitos
a cada mudança
deixo de pertencer,

Não tenho casa
tampouco corpo,
sou andarilho que renega a sua
própria
a transitoriedade.


Jazidas do Amor

Há poucas jazidas do amor
a serem descobertas,
mas são suficientes para o infinito.
O ouro da jazida de amor,
será o perdão para compreensão
e dará frutos de infinitos sorrisos
com o gosto de abraços mútuos
por encontros perdidos.
Há ainda muitas jazidas de amor
a serem descobertas
no coração do homem.

A Humildade

Gotas de orvalhos
brilham debaixo da montanha
o sol se põe,
no gesto puro de humildade
Há um passante triste,
olha com lágrimas no rosto
a mancha rosada no céu,
o sol se pôs,
embora a noite o respeite
e abrace a lua humildemente.
O passante olha
e silencia-se em gesto solitário
e a noite devagar caminha
humilde o passante
reconhece-se no gesto
incomum a natureza.

Um Rio

Corre transparente
o rio branco e suave,
desliza calmamente
entre os ombros das pedras,
O rio vivo corre por vielas,
e cai, como sangue
no corpo-pedra.
O coração do rio é oceano,
o rio respira
a cada fagulha, e renasce.
O rio nasce e renasce
e no entanto um rio
é transitório enquanto corre
para o oceano

Ouro Preto

Ouro Preto caminha com a gente

respira e renasce,
cada da romaria nova
e ressurge
das cinzas.
Ouro Preto lembra tudo!
As suas montanhas,
É o regresso
Do vale de seus
Segredos;

Despeço de mim mesmo
Dentro de Ouro Preto,
E volto ao
Seu cheiro
De esperança!

A Procura de Uma Mulata

Procuro numa densa aquarela
uma cor tipo mulata madura
que nasça da aventura,
com uma pureza plena,
Pego nas mãos da mulata
ternas e livres
acariciam a minha inquietude.
E neste momento acho
a mulata madura
numa moldura branca amarelada.

A Todas as Mães

Abençoadas mães
que acalmam filhos sedentos
abençoadas mães que falam
e ouvem os seus filhos.
Mães fortes e humanos
que não ousam chorarem
de frente aos filhos.
Mães gigantes, mulheres fascinantes
de cores e gestos singulares
são mães e filhas da incerteza.
Mães que não caiem
de frente aos teus filhos
porém são mulheres de sensibilidade
que abraçam e choram
e sonham por teus filhos
por isso são:

-mães !


O Corpo: - Seiva do gozo

No teu seio brota o meu desejo
Banhado
ávido.
No teu corpo esta a marca
gravada de minas mãos
a sua densa cor,
brilha a continuidade
ininterrupta dos nossos beijos.
Rolamos nus
despidos, loucos
e a cada gemido,
e banharemos ambos
de um puro gozo!

A Lei do Amor

O amor não deve pedir
deve agradecer
esta é a sua maior virtude.
O amor deve expor
não demais a si mesmo
o suficiente para encantar
esta é a sua lei.
O amor tem cheiro de paz
do aconchego,
o barulho do silêncio,
a humildade dos sorrisos
a eficiência do diágolo,
a expressividade das lágrimas.
O amor não é, apenas, amor
são sonhos e alegrias múltiplas!
Inúmeros abraços e lágrimas
se expandindo
no pôr-do-sol.

O Amor, a Paixão.
A paixão lubrifica a alma,
o amor mantém a calma.
A paixão fala, o amor ouve.
A paixão insinua e emotiva.
O amor obtém de si
a sua própria pureza.
O amor está junto
a paixão misturada
o amor abraça e multiplica
a paixão explora e subtrai.
O amor é construído
por isso é a soma de fatores.
A paixão é o desejo bruto,
o amor é desejo lapidado
mas é impossível
ambos não se encontra.

A Liberdade

Sou livre como as estrelas,
que brilham para o universo,
e para si mesmos.
Sou livre, tanto quanto
as minhas azas,
e tenho a liberdade
do silêncio,
e a prisão dos dicionários.

Paixão: Uma Angústia

Nos horizontes
paira a angústia da amada
a distância aguda
em meio a ânsia
incontida na ausência.
Ainda que todas ruas falassem,
a angústia da paixão
sai a cada poro desejado
a cada perfume de
rosas recém nascidas.
Por isso silêncio-me
a noite, meio a insônia
se distribui em cada sentido
em cada gesto aflito,
em cada instante retido.
Então, olho os horizonte
e desabafo em gestos
a natureza me acolha
e eu acolho-a basta!
A paixão teme a calma!

Feminino

Não basta ser apenas mulher,
ter a suavidade e a brevidade
dos gestos,
A mulher-feminina orgulha-se
do sangue que a purifica
orgulha-se de sua fortaleza
ocultada na sua sutileza.
A mulher feminina é intensa
sobe e desce ladeiras íngremes
a força dela esta no olhar
nas tuas percepções e no coração.
Ser feminina é mais
que sexualidade,
a feminilidade é um sexo
sem pátria
é o cheiro que a mulher exala
quando menstrua e enraivadece.
Ser feminina é a pureza
absorvida e ocultada
que quase todas as mulheres
possuem, mas temam em ocultar.

Poeminha ao Natal

O natal lembra-me a solidão
o silêncio de águas benzidas
e de um momento social.
Arregaço as mangas
de camisas natalinas
fruto de um ritual
que pouco no enriquece.
Porém é natal
as pessoas não distribuem
abraços e sorrisos caminham e caminham
inúteis, no ritual
frio e inumano.

Flores

Pego uma flor
úmida, pequena, serena,
as suas pétalas
são de rosas-mundo.
Uma flor, um poema
nascem, crescem e não
morrem
fecundam sempre,
renascem, de quando
em quando,
e respiram
o oxigênio
da vida.

Os Horizontes

Os horizontes são vastos
os meus olhos se perdem,
abro os curtos braços,
e não os alcançam.
Assim desperto
e vejo quase inevitável
o pôr-do-sol rosado,
e silêncio-me
ali moram a saudade,
saudade dos horizonte.

O Reencontro

Tive um inoportuno encontro:
- entre eu e eu mesmo.
sentei-me ao lado do outro,
enquanto inquieto olhava o esmo.
A minha opinião, não era um termo
era vaga, um desencontro
através do espelho esmo,
grite, bem alto: - “Agora estou pronto”
O outro senão eu,
acendeu um cigarro e riu,
de repente, porém, estava triste,
olhando resignadamente o céu.
Os meus olhos não viu,
quando o outro fugiu,
dentro da minha angústia.
Suspirei e ouvi o meu coração
batendo tão aceleradamente
que percebi que eu era um louco!
Conversava comigo mesmo
e que a minha vida pouco-a-pouco
se tornava um esmo:
- de amores e ódios somente.

Ao Jardim Amigo

Nestes jardins verdes de outono
refletem passos ligeiros,
numa magra sombra,
uma amizade de repente,
transfere para mim todas
as rosas,
deste verde jardim.
Amizade é o néctar das rosas
essência de almas
encontro e desencontro
de sorrisos e lágrimas.
Abraçai-as!

A Uma Amiga

Passaram-se anos
tua essência se fez presente
a ausência mesclada a teu perfume
palavras são incapazes
de lhe descrever.
A lembrança amiga
rompe o instante
que ambos sentimos distantes,
o tempo não nos subtraiu:
- O nosso amor é o mesmo!

Uma Mãe

Uma mulher estéril chora,
se ela pudesse arrancaria
o seu útero
e o faria
brotar das cinzas
Mulher tão feita,
Tão impura,
Castigada pela a sua
Própria fraqueza,

No entanto,
Quando mãe,
Torna-se a uma outra primavera,
Com várias
Invisíveis flores,
Ressurge
e renasce
MÃE!

O Tempo

O outono arrebata
para fora de mim
a inexistência existente
do tempo.

O inverno fi-lo aqui
nas linhas das mãos,
e a primavera renascerá
um pouco mais efêmera.
Mas o tempo
inexistente e permanente
faz do outono
branco, no poema primaveril.

sábado, 5 de dezembro de 2009

Palavra em Órbita- : meu livro


Liberdade


Sou livre como as estrelas,
que brilham para
o universo,
e para si mesmas.

Sou livre, tanto quanto
as minhas
asas,
e tenho a liberdade
do silêncio,
e a prisão dos dicionários.

A palavra

É tudo que preciso,
Palavra é a minha Oceania,
Meu
arquipélago
De solidão,

Palavra, absurda inaceitação!
Palavra
é tudo!

Biblioteca

O que tem?
A palavra
de tudo
ou
O absurdo
Do acumulo?

O que tem?
a mudez
ou nudez
despida e crua
do conhecimento
tragado pelas
traças?

Medo

Coloquei um
vestido
despido
para meu medo.

Vomitei um orgasmo
O medo
cifrou um
novo
enigma.

Sinto medo,
tão incoerente
mas crente e ardente
de convicção,
cuja
a minha existência se
faz sentir.

Instinto

Viajo no
oceano
dos meus desejos.

Naufrago
pois o
mistério
não cabe a
eu responder.

Transpiro
no
único
jato
de suor.

Desejo
vulcânico
continua
a lavar
a minha inquietude.

O meu desejo
já não mais meu
é alheio
a mim.

Transgrido
os meus
valores
exponho a face
à tapas,

Eu não me
rendo!
Sou
dono e responsável pelo
meu delírio
racional.

Estações

Encontro flores
no inverno desconhecido.

O outono dos
nossos braços despiu
a saudade.

A lacuna
inocente da primavera
para o verão
faz de mim
um poeta solidário
com mundo.

Hoje

Quero beijar o seu
sexo
até que as estrelas ninem
o nosso
orgasmo.

Para sugarmos o
prazer mútuo no suor
do nossos corpos.

E gememos
e gritamos
para as estrelas
testemunhas
de nosso
delírio de amor.

Culpa

Sinto
a culpa
da desculpa.

Sinto o cansaço
de mil
Everest.

A
sensação
de derrota
como
um
hálito
diário
lindo
no café da manhã.

Culpa sentimento
emoção destituída

Confissão

O meu relógio vomitou
Números
Cifras bilionárias.

O meu relógio cuspiu de
Si ponteiros
E segundos,
Minutos, horas.

O meu relógio já
Não, mas inteiro,
Torturado
pelo tempo
Confessou seu último desejo:
-divórcio eterno ao tempo.

Preciso

Preciso
morar
comigo
mesmo.

Transar comigo
mesmo
até
inorgasmo
de inaptidão.

Até dizer
que não confundo
medo com
corvadia.

Preciso
arrancar
essa máscara
que
me esconde.

Protagonista
de ser
que teme
a si.

Esconde
a
real face
na inaptidão
das luas cheias.

Preciso tirar
isso
de mim.

Preciso
de nada
para tudo.

Tirania da
bondade

Possuo a
bondade
dos tiranos,
o
orgasmo
dos
genocídios.
A benevolência dos
homicidas.

A inocência
das
prostitutas,
a paixão
dos fascistas.
A fome insaciável
da mídia por
notícias sangrentas
e estúpidas.

Possuo o
vômito
da política
dos políticos,
a fobia
da
fobia social.

Estamos todos
à venda,
Postados em selo
de eterna colônia de si.

Estamos
no calvário
de nossas
sombras
algemados
em crenças
inumanas.

Estamos
velando
os ossos de
nossos
atos.
Não sabemos se
acreditar é
desacreditar
e agir é assobiar
a nossa lúcida
omissão.


Estamos
completamente
e inapelavelmente
condenados
da bondade daqueles que
se matam sem querer.

Sorte

A inexistência
de
te faz do nada o vazio
da
lacuna
um abismo
da montanha um planalto,

A sorte traduzível
pelas culturas, inexistente
nua e inocente,

Jamais beija
a
existência
dos nossos
atos.

Verdade

Quem é?
Um dado
jogado no escuro
por um cego - mudo?

Verdade
outra
face, sem rosto
a palavra
sem letra,
A arte sem nada?

Verdade se não fosse
você mesmo.
O que seria de te?

Indeciso

Estou indeciso
entre eu e
mim mesmo.

Fujo da
decisão homicida,
que beira
a uma divisão de mim.

Tenho medo de
fracassar
e reencontrar a minha real
Pequenez.
Toda a minha grandeza
do tamanho de uma lágrima.

Estou indeciso
não fugitivo,
estou incerto
não incorreto.
Preciso tirar ferias
de mim.

Íntimo

Alguns momentos
São tão meus,
Que não
lhes dou
A ninguém,

São momentos
de nunca
para
sempre.

Não Verás o
pôr-do-sol


Acorda-te
não verá s crianças
brincando,

Acorda-te
não amarás a última mulher.

Acorda-te
não viverás a última chama.

Acorda-te
não
verás o segredo embutido na carne.

Acorda-te não darás o último sorriso.

Acorda-te:
- É preciso ver a impureza do mundo.

Sob o Corpo

As minhas mãos
percorrem os rios
do teu corpo

Segue o curso
no suor
ao teu
umbigo

Ainda há
cachoeiras
nos teus seios,
há mistérios no teu corpo
demais para
o anonimato
das minhas mãos.

Para o Corpo

Hei
de pegá-la
e traçar um limite
dos teus gestos e gemidos
traçarei
sempre
com beijos ininterruptos
sob o teu corpo inteiro.

Na
selva, na miragem,
na cobertura
do mistério.

Na calma mútua
sob a cama
um oceano de gozo.

Sonhar

Sonhar é outra
forma
de
amar

Quem sonha
Tem um caso de
Amor com
a vida.

Uma Lágrima

Quanto vale uma lágrima,
salgada e cheia,
destas que inundam e
curam a alma,
uma gota, pequena e serena.

Uma lágrima densa
que dança entre os contornos
da face bela e
morena.
uma lágrima de Cristo,
que lave a minha impureza.

Quanto
vale uma lágrima
ao qual o mar abriga?
quanto será que vale um
oceano imerso de lágrimas?

Um
Pequeno Passo

Um pequeno passo
faz um
pássaro ser livre
e mãos trêmulas
paralisarem por iminente segurança.

Um passo verdadeiro
faz a vida
no instante novo.

Casa-Corpo

Não possuo corpo,
a minha casa é a
fagulha do tempo

Adquiro novos hábitos
cada mudança
deixo de me pertencer.


Não tenho casa
tampouco corpo,
sou andarilho que
renega
a sua
própria
transitoriedade.

Assassinato

Corro
Amplio-me
Na
multidão.

A vida urbana tragada
A cada
Instante de
Inexistência de ar.

Uma Mãe

Uma mulher estéril chora,
se ela pudesse
arrancaria
o seu útero
e o faria
brotar das cinzas.

Mulher
tão feita,
Tão impura,
Castigada pela a sua
Própria fraqueza;

E, no entanto,
Quando mãe
Torna-se outra primavera,
Com várias
e invisíveis flores,
ressurge e
renasce
MÃE!

Forma e conteúdo

Quero escrever uma poesia
Que seja de
Conteúdo
simples.

Quero escrever uma poesia
Que ultrapassa
Os limites
Da forma.

Quero escrever,
Uma poesia
Que flutua como
Estrelas,
mas de infinita
expressividade

Adolescente

Existe uma constelação
de
Mil planetas
Dentro de cada adolescente.

Inexiste a
pureza
Da beleza,
Inexiste
o nada.

Seres humanos

Somos muitos
tão
inigualáveis e frágeis
tão singulares e imprevisíveis,
somos seres
humanos.

somos muitos
talvez haja mais,
somos muitos,
Por
isso, ainda, somos.
seres humanos.

Sereia anônima

Não possui areia,
Mas a brisa do teu
Corpo
É o encanto
Dos mares!

Ouro Preto

Ouro Preto caminha
com a gente
respira e
renasce,
a cada romaria nova
e ressurge das cinzas.
É uma carne da arte viva,
é pungente olhar
do sofrimento,
e da beleza que
naturaliza
quem vier saborear
do seu encanto.


Ouro Preto
lembra tudo!
As suas montanhas,
é o regresso
do vale de seus
Segredos,
Ouro Preto não é
De ontem nem
De hoje,
Ouro Preto, eterno “ouro negro”
É do infinito.


Despeço-me
de mim mesmo
dentro de Ouro
Preto,
E volto ao
Seu seio
de esperança!

Hoje II

Hoje preciso falar,
Preciso
Dizer
a
resposta
Que jamais
Ouvi.

Não será preciso,
que os meus
olhos
se mirem
Nas montanhas, irreais
das demagogias.

Esquina perdida


Onde eu
me deixei?
Nos braços da liberdade?
Ou nos ecos
Das utopias?
Nas equinas
Sujas e surdas
Dos
políticos?
Ou na
Palavra morta
Dos visionários?
Aonde eu me
deixei?

Ciúme

De que você é feito?
De medo
Ou de
Vida?

Do que eu gosto?

Do computador?
De desenhar
Do meu quase nada
Do meu absurdo?

Do que eu gosto?
Da vida

Ou do medo?
Do abismo
Ou
Do
Vício.

Indizível

Tenho uma
palavra
Há anos
Perdida dentro de mim

Uma palavra,
Que
desconheço
Não existe nos dicionários,
É o mistério de
Mim.

Silêncio

Quem pode
Ser mais potente
Que tu?
Que grita
e
Inquieta
Os surdos!

A minha
Angústia

A minha angústia
é do amanhecer,
Crescente e aguda.

A minha angústia
Fala de
Mim mesmo.
De quem tanto
Temo!...

Quero

Quero ser livre
Como
o sonho
Das estrelas.

Quero ser livre
Como o beijo
Proibido
dos amantes.

Quero ser livre
Como o próprio
Sonho,
Que não
tem sexo
nem identidade.

Estou

Estou
drogado
pela realidade.


Alcanço
a
nirvana,

Mas, o
meu delírio
continua
fluorescente.

As tardes rosadas,
nuas, inocentes,
respiram
o aconchego de
segurança
imprescindível
que clamo aos céus!

Bebo
a solidão
dos
fanáticos
e permito-me
a invasão de todos,
não na minha
intimidade!
Desabitada por mim
há milênios............

Expresso
o que todos
desejam,
um anseio
coletivo.

Agora, sirvo
de mim mesmo,
sem saída
encontro-me
na
esquina esquecida....

Vencido, não fujo!
Tenho a loucura
dos
lúcidos,
a certeza dos monótonos
que não vale nada!

As minhas
certezas
não valem nada?
Talvez valha, o
cuspe de um mendigo
fruto
do capitalismo.

Ainda, que
haja
explicação,
o
meu coma
no hiato de
segundo,
durou
anos-luzes,
até a
eternidade é curta....

Volto, porque o espelho da realidade
me
chama,
Por isso, estou em
pura overdose,
maldita realidade!
Maldita seja ela!

Por que
vã realidade
esteriliza
toda a minha criação?

Comemos
emoções em
tubos,
Morremos tão cedo
quanto jamais

imaginamos
apesar
de existirmos,
estamos
mortos
somos
vômitos
do que
sentimos ser!

Preciso
de ilusões
que me tire
dessa hipnose
ridícula.

Quero,
a essência
de mim...
de volta

Só ela
exorciza
o meu
desejo
de resolver

a
utopia
do meu ser.

A um novo
Amor

Antes que a chama se apague,
gritarei
alto
e teu nome

para os pássaros se encantarem.
Gritarei
defronte aos horizontes
tudo que sinto, por você!

Mas isto é pouco
pois, tenho agora, meu amor
todo o sentimento de uma vida
e não vou
desperdiçá-lo.

Por isso abro os braços,
dou-lhe o que tenho:
- Um coração, cheio
de esperança, transmudado
em rosas.

Você

Você possui
a estranheza dos mares.

A
fascinação
dos horizontes
a perdição dos abismos.

A infância
da velhice.
O medo do
orgulho.

Você que vomita
duplos
orgasmos,
que me excita
e me hesita
a te desejar.

Você,
causa perdida,
Uma indignação imatura.

Você que
se chama:
Amor.

Pedaços

Beijo
o teu o
teu sexo molhado,

Beijo
o teu colo
aquecido
pelo invisível carinho,

Invado o teu ventre,
cubro-te,
despida de
inocência.

Reparto-me
na medida
exata.
Nina-me?
estou
nos
seus
braços,

Quero estar
contigo
depois de
amanhã
e sempre.


Preciso da sua
galáxia,
do eclipse
da sua paz.

Preciso de
pedaços de você
para estar
plenamente
inteiro.

Desejo

Acredito mil
estrelas
na ilusão
de satisfazer
o seu
desejo
em mim.

Há desencontros
no encontro
que não marcamos,
você me traiu
na sua fidelidade cubana,

O encanto do
Desejo
Morreu
Quando matamos
A sede dos
Nossos corpos.

Será que somos
Infinitos?

Mil orgasmos
São insuficientes
por que
Eu não te desejo.
Desejo o
desejo por te.

O mundo

Tudo gira
e transforma,
eu, você,
nós estamos em mudança,
em dança, em metamorfose,
tudo muda, gira, e muda,
dança você continua
no mesmo lugar?

Novos Contos



Fúria



O telefone tocou, no ímpeto, o agarrou, ainda sonolento.Era a irmã, com a voz pastosa, dizendo que acabará de sofrer violência derivada de uma briga com o marido.

Alex, jovem de 27 anos, tinha vaga ou nenhuma recordação de espancamento, nem dos seus pais. Mônica sua irmã, se casará tão cedo quanto se engravidará.


Embora, não acreditasse de imediato no desabafo da irmã, lágrimas de revolta, corria-lhe a face. Na hora, queria matar o seu cunhado, que sendo o que é, não merecia nenhum tipo de pena.

No outro dia, já mais calmo, ligou de volta para Mônica, Esta lhe respondeu que passaram a noite separados, ele o marido estava bêbado e a espancou ainda grávida do segundo filho. Alex se pudesse mataria o cunhado `a sangue-frio, o ódio subiu-lhe tanto que desligou o telefone no impulso.

Meses depois, Alex ouvirá de uma colega comum entre Mônica e ele, que ela havia separado, mas voltará três vezes seguidas.

O telefone toca, mais uma vez, o número já conhecido. Ameaça atender... Contudo a raiva, a indignação, agora da irmã, por aceitar o monstro do marido. Atirou o telefone pela janela e com, a face deformada pela fúria, disse em um grito:
- Vá para o inferno!



Inexplicável


De repente, vêm ele, assobiando uma canção, parece-me ser jovem, não mais que 30 anos. Passa entre vielas e salta, no beco escuro. Deparo-me, então que ali é senão um salão de jogos.

Paulo é o sue nome. Recém -casado. Eu o conheci, no bar, na madrugada passada. Sei que não deve ser fácil, lagar um vício..

Noutro dia, eu o vi. Me disse, que a noite passada gastou mais que podia e o dinheiro exato para o remédio da filha, foi apostado no jogo. Infelizmente perdeu, embora àquela noite sonhara acordado com muito dinheiro.



Engraçado, não conseguir sequer julgá-lo, ele estava destruído. As lágrimas corriam-lhe a face lisa e jovem. Eu recusei, dizer quaisquer conselhos.



Já fui viciado, eu disse ao dono do bar. Mas, o Paulo é uns dos viciados mais compulsivos. Eu fui, bastante compulsivo. Ainda bem que parei de jogar, á tempo...



Naquele dia, Joana esposa de Paulo, foi surpreendida com a ausência do remédio. O filho do casal, estava muito doente e infelizmente morrera.



Eu o segui. Andava trôpego, tão rápido como se fugisse de algo. Olhou a ponte... Não sabia nadar. Queria se matar...Era um assassino...



Foi ao meu prédio; Disse-me o seu desejo . Eu tentei, em vão, acalmá-lo. Paulo pulou o décimo andar. Nunca vi, morte mais inexplicável do que essa!!!

Pensamentos/2008





  • A obrigação é um homicida de idéias.

  • O erro é a melhor maneira de desculpar-se.Somos educados para sermos “perfeitos” e não para sermos apenas, seres humanos.

  • As experiências são antídotos contra a nossa autodestruição.

  • A mentira é ensinada. A verdade é aprendida.

  • Viciamos em erros: - Quando não os compreendemos e, sobretudo não o humanizamos.

  • Antigamente subestimavam a mulher. Hoje a temem.

  • Nada educa tanto quanto a “estupidez” do mundo.

  • A família é eternos dicionários, nos quais podemos consultar sempre.

  • A sociedade é uma indústria de tiranos e heróis.

  • Quem sonha só por sonhar prevalece na sombra da realidade.

  • Quem vive do passado: - Dorme no presente e não sonha com o futuro.

  • O maior defeito é do: - Julgamento precipitado.

  • A verdadeira ignorância é o acumulo da preguiça do saber e do aprender.

  • A solidão não nos procura. Nós é que a achamos.

  • Quem sonha, tem um caso de amor com a vida!

  • A necessidade não compra um sonho.

  • Criai sonhos, criai vidas!

  • O sacrifício é o esforço multiplicado pelo desejo de vitória! 
  • A felicidade não admite duas escolhas

  • Não podemos condenar quem quer que seja pelo odesejo, mas pelo que não sente.

  • Prefiro morrer pelos meus sonhos,ao invés de
matá-los

  • Entre os piores emoções esta a :
auto-piedade.

  • O desejo é descartável, a intenção do desejo não.

  • O amadurecimento não é um estágio de sofrimento.

  • A utopia não é uma expressão nobre do sentido da
vida, mas uma maneira de traduzir as esperanças em melhores
horizontes.
  •  Mal sempre ganha em quantidade.

  • O vício é a doença do prazer.

  • Somos tão jovens quanto a crença em nossos sonhos

Novas poesias








Beija-flor

Beija o meu amor, que beija o infinito,

o beija-flor como as estrelas,
beijam a vontade de voar,
invejo-os, porque amas
sempre, como a eternidade
das coisas irreais.


O que será?

O que será
a metade que me
cobre por inteiro?
Àquela metade
que me cospe
e me vomita?

A metade da vontade
de
dizer tudo,
a metade que despe
a minha
plenitude?
e mata
o suicídio de te ter.


Você II

Estou impregnado
de um
passado com suor
de presente.
Um amor
mordido
pela
a ilusão
sinto
ainda
o seu gosto amargo.

E acho que
por mais que goze,
nunca amarei
como não te
amei.
tudo começou
errado, fui infiel
e fiz da minha esperança
um abismo.
Sinto falta
de você,
mas não
tenho o direito
de incomodá-la,
por quê ?
se terminamos,
estou impregnado
de um passado com
suor do presente.

Meu Instinto

Meu instinto
É a minha sentença
Estou condenado
Senti-lo
Por toda a minha
infinidade.

Mas, por quê?
Sou o que não sou,
O inverso
Do verso
A metade do inteiro.
O meu instinto
é a minha vida?
É a poesia que
Não me alimenta
Apenas assassina
O meu tédio.
Instinto é vida!

Incompleto

Você que
me chama,
e tece
a chama
do insensato
Dentro de mim.
Você que cospe
Verdade,
Que meus
ouvidos ignora.
Por ora silencia com
Hálito maciço
E suave do prazer.

Você que não mora
Na minha agenda, embora
Esteja marcado
Como algo
Indestrutível
Na minha alma,

Incompleto possuído
Por um desejo incansável
De preencher
A lacuna de
Você dentro de
mim.
Por mais que
Sacie
O meu sexo,
Haverá infinitos
Orgasmos
A serem expostas.
Jaculo a decisão
E mato
A minha sede
Completa na plenitude
Da urgência do agora.


sobrevivência

salto,
observo
bem ai
rota e
embrulho a
vida de
incerteza
viver
se tornou raro
não estamos habituados
Caminhar em
Direção à
viA do amor.

Crise

Abra a porta
estou sufocado
com ausência
do desejo e da esperança

As luzes do porão do me u
ser estão jazidas, mas não enterro os meus
sonhos,
com eles que eu nutro
este poema de poesia.

Paz

Estou alcoolizado
pela palavra
que ainda não achei.

Procura-a no
invisível
dos olhos negros, pardos e
doces dos poetas, dos homens
das mulheres
uma palavra que seja congruente
aos ângulos da paz, uma geometria humana,
cuja a energia
se potencializa em cada um de nós.

Droga do prazer

Estou intoxicado pela droga do prazer,
uma busca no
abismo.
entorpecido o prazer
arranca as minhas
entranhas,
aproxima
o meu hálito de uma
compulsão masoquista.

tenho que me livrar
desse vício
que todos têm
e tampouco desejamos,
prazer,
uma incógnita
eclipse
do orgasmo do
mundo.

Sonhos I

Tenho
uma convicção
pura quase inata, os meus sonhos
são os meus filhos,
sem parto normal,
nascidos na estrela da aurora,
no sorriso da lua
na imensidão dos horizontes.

Os meus sonhos são o perfume da flor
recém nascida,
inacabada,
geminada pela
mão do amor
pela vida.

Mulata

Na sua cor esta o
desenho do meu desejo,
seu cheiro purifica o meu
instinto, enlouquecido
pelos seus olhos.

Quero-te minha linda
sereia!Navegar nos seus olhos,
abrigar conquistas
na praia deserta
do seu corpo
despido lindo!

Quero-te para sempre. Adoro-te
hoje e sempre.


O que são?

O que são?
As dores
Que não sinto.
Os amores
Que perdi
E não
Os vivi.

O que são?
Os desejos
De um povo,
Que matam
Deuses,
ressuscitam
prostitutas, gozam
do gozo
baboso
do outro.
Que saúdam assassinos
Que glorificam corruptos
E elegem
analfabetos letrados,
que enforcam
a liberdade de
inocentes
e libertam
presos ricos
O que são?
Estes povos, a voz de
Deus ou
Do diabo?


Sonho II

Eu sou de aço assim como os meus
sonhos.
Eu sou do tamanho
dos meus
sonhos
que são do tamanho do universo.
Os meus sonhos são de hoje
e de todos.

Mistério

O teu olhar
é um
enigma
O teu sorriso
mistério que
não
decifro.

Como
sentinela
você observa
e
indaga todos e tudo,
O
mistério começa
com olhar,

Olhar de curiosidade,
sem conceito,
virgem
de si.

Mistério começa e
termina com o olhar
dos
dicionários.

Algo

Algo me invade e
ensurdece
o meu escuro
como um grito feminino
estalado pelo soco covarde.


Algo me invade e me arde
de dentro para fora, como os Estados,
Municípios
sem nação.
Algo me invade e não demora sair.

Não -poesia

Armaram-se de
ternos e gravatas,
Onde estão os poetas?
Incumbidos de dizer
aquilo que não sentimos,
Onde estão os poetas?
Longínquo momento
de deleite da palavra,
A não-poesia instalou
nos ventres
dos poetas,
Onde estão os poetas?

Arte

Múltiplas cópias
de segundo marcam
o compasso da arte.

Arte ingrata que recebe
mais que fornece.

Arte maldita,
arte de graça!

Arte, não infinita,
não arte mas arte,

Arte que não reduz a si mesmo
é mesmo arte?

Fome

Tenho fome
da fome
do mundo.

Fome inconsumível
dentro
de uma migalha
de minuto.

Fome que
não rima com nada
fome que não sente fome.

Fome que consome
que não some.
Fome que mata o homem?

Será?

Preciso pular o muro que me
cega a utopia


Impreciso
penso não fazer parte da
ausência
de mim.

Cuspo injustiça,
urino
estrupos,vomito
mortes e assaltos,

Engasgo com os jornais.

Repenso,
Haverá sentido para tudo isso?


Sonho III

Sou feito desse
material,
denominado
sonho

A certeza da
minha
existência

A aposta
da minha vida,

Sou feito
desse material
chamado
sonho,
cuja
o símbolo
cristaliza
o meu dia.

Parto

Parto para perto
do porto
de pedra
da minha vida.

Se não pudesse partir,
o que faria?
Voaria como
vento
metarfoseando
numa brisa
criando raios, rasos
risonhos de sol!

Parto para dentro
de ausência de mim numa
crua procura de mim.

Medo(?)

Quem és?
Quero lamber as suas feridas
medo, quem és?
Não sinto pavor de te,
mas sim angústia de
sua ausência.
A lacuna do fundo
do
oceano.

Medo,
para quê?
se medo, temos todos?

Medo,
incógnita
Perdida no espaço
triangular
dos nossos atos.
Medo, sinto medo.
da ausência de te.

Greve

O poeta esta de greve
Não remunerada
Taxada
De adeptos
Sensibilizados
Com abstinência
Incomum.

O poeta não fala
Ontem bebeu
Um café lê um jornal.
Saiu.

Partiu sem se despedir da empregada,
A repartição do
Trabalho e da vida
clamam
poesia no entanto
o poeta esta de greve, não
remunerada disfarçada de
férias prolongadas.

Tempo

Embelecido por ontem a semana
Passada namorou-se com o ano retrasado.
Há uma hora atrás paralisou
A semana que ‘vêm’.

O amanhã não veio nem o
ontem nem o
hoje.

Amanhã, virão
Todos atrasados por terem se perdido
No tempo globalizado.

Sofrimento

Hematomas pulsam
a hipertensão da aurora.

A mulher cospe sangue.
O seu genital ainda torturado
declara ausência
diária, mensal, anual
de carinho.

Cinco de Novembro
as cinco horas do quinto dia do mês
na quinta esquina,
a mulher esta drogada e lúcida,
no entanto seus hematomas
sorriem para as estrelas
congeladas no gesso nulo
do seu sorriso lindo!

Quero III

Quero
lamber
a ferida
infinita
e invisível
da minha
alma.

Pairar no horizonte
sussurrar
ao
cego
como
é belo
a sua visão !



Alpinista

subjetivo
alcança
o
Everest
ainda
sem
oxigênio.
As angústias
não minaram
o seu
ser.

Peregrino
fiel,
segue
a sua
romaria.
Ininterrupto
no momento
mais
calmo
e intenso
de sua
morte.

(?)

Sou
Sou um
Herói sem reputação,
àquele que a
amada desejou
e odiou.

Sou um poeta
Que não sabe o que
amor,
que não tem respostas.

O que mais eu sinto
me denuncia
me
exila de mim
mesmo.

Me faz o inverso,
livre
e asfixiado pelo
excesso
de oxigênio.

Sou mil interpretações
E nenhuma
pergunta.

Saio do transe
Que a confissão me aprisiona
Sou um libertino
Na minha prisão.


Amor

Amor é silêncio
é busca no desencontro,
é quando eu
e você não sabemos
nada, e revertemos
os nossos
caminhos de mão e
abraços amigos.

Teu sexo

O teu
cheiro
me embebesse,
e me excita.

O teu sexo
molhado de
minha
saliva
lubrifica
os meus
dedos.

Apos um gozo
mútuo dormimos
amantes somos,
De um amor
que cospe
lava, que
suga suor
que extravasa
tensão e prazer,
somos feitos
explosivamente
do mesmo
veneno
Chupo o
teu sexo
beijo as
suas coxas
abro-te
e a penetro,
gozamos
como o sol
após
a explosão
do mundo.

Sonhos

Eles
são
feitos
de oxigênio.

Rirem como
nuvens
borbulham
como
estrelas,
gozam como
os deuses


São como
o sol
seu calor alimentam
uma vida.

para isto
que os sonhos são feitos
para fazer
a
vida respirar.

Cadê?

cadê você que
revira a
minha
vontade.

que extravia os
meus planos,
dissemina
rotas
minhas.


cadê você
que me vê
em todo lugar
e me acha sem
eu te querer?

mas você
é
como
o vento,
goza no meu rosto
e me cospe
sem gosto.

Você
que está em tudo, e
embora fuja de mim
eu a vejo em todo lugar.

Cadê você?
Que me angustia
Com ausência de nada.

Cadê você?
Que se perde
no encontro
que
Jamais
Tivemos?

Você que soletra o
meu nome, você inferno da
minha carne,
sexo doce e molhado,
tentação
tão sedenta de mim.
Você que
pariu a minha
loucura ,
você
gozo fervente,
gás tóxico de
puro delírio,
vulcão ascendente,
Você que rir
do meu ridículo.

Você que some assim,
Sem chagas,
sem nada.

Você que eu amo.

Cadê você ?


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